Da Inércia à Ação: A Arte de Conectar Pontos
Frameworks não resolvem problemas; pessoas, sim. Descubra como sair da paralisia metodológica e colocar 'People in the Loop'
Certa vez, em minha última experiência corporativa, fui chamado para solucionar uma situação complexa: um grupo de 12 POs da área de vendas precisava prosseguir com a implantação de um sistema já adquirido e que acarretaria diversas mudanças nos sistemas e processos atuais da área de vendas.
Muito dinheiro já tinha sido investido; o projeto estava naquele estado vegetativo, em que as reuniões terminavam com mais dúvidas do que decisões, e o backlog parecia um arquivo morto de boas intenções. E, a cada dia que passava, mais dinheiro ia pelo ralo. Esse valoroso time tinha um big desafio: colocar a roda pra girar e apresentar alguns resultados nos próximos 3 meses.
E, é claro, eu tinha pouco tempo disponível para trabalhar com eles. E pra engrossar o caldo, um desses POs foi demitido bem no meio desse processo. E era um PO sênior e bastante relevante. Um cenário de grande caos.
Diante do cenário, resolvi focar na ideia de um MVP inicial com uma priorização para seguir a partir dali. Precisávamos principalmente de duas respostas: por onde começar e qual valor entregar em três meses.
Escarafunchando toda a minha caixa de ferramentas e conhecimento acumulado em outros cases (como da época em que eu fui PO -> que conto tudo nesse vídeo), acabei optando por um caminho simples. Arriscado, mas que poderia ser bem eficaz.
Fiz uma conscientização e um letramento sobre a ideia de MVP, como isso poderia ajudar no cenário e como trabalhar efetivamente com esse tema.
Em seguida, realizamos sessões de priorização utilizando o RUT (a técnica que comentei no meu vídeo sobre PO). Eram muitas e muitas features e opções já levantadas e rascunhadas por esse time, então não seria uma tarefa fácil. Foi entre uma sessão e outra que rolou a demissão.
Mas com clareza de visão e processo, uma facilitação efetiva e muito foco, conseguimos priorizar todo o backlog e extrair o recorte do MVP, que seria o foco para os 3 primeiros meses.
O resultado? Muito mais clareza sobre o escopo e os caminhos entre todos os envolvidos e, principalmente, sobre qual seria o próximo passo. A melhor coisa que ouvi de um deles foi a fala “Olha, Thiago, depois de meses patinando sem sair do lugar, agora finalmente sabemos que passos dar daqui pra frente. Isso foi muito valioso”.
O segredo de tudo isso? Conhecer muitas técnicas e ferramentas, ter foco total no problema a ser resolvido (love the problem) e, claro, considerar as pessoas envolvidas no processo. Como Gemini me falou hoje: “A tecnologia e os frameworks são ótimos, mas sem as pessoas no circuito, nada gira.” People in the loop.
E é assim que apresento a vocês o meu principal papel profissional hoje em dia: o descomplexificador.
Nesse ano de 2026, eu resolvi colocar em prática um sonho antigo que só estava adiando: cursar Psicologia. Já faz muitos anos que trabalho com seres humanos e sempre tive mais e mais vontade de entendê-los mais a fundo.
Mas pensar em encarar 5 anos de faculdade, com aulas todo santo dia, era algo impensável pra mim. Mas todas as conjunturas acabaram me levando a esse novo projeto. E já estou amando.
Começando a engatinhar na Psicologia Comportamental e na Psicologia Fenomenológica e Existencial, um alerta de uma das professoras já me trouxe à tona todo o propósito de estar ali. Ela falou sobre “em uma faculdade, você verá a base de muitas coisas e assuntos, de maneira mais geral. Cabe a você se aprofundar no que melhor te convir, de todas as maneiras possíveis.”
E essa sempre foi a minha visão de uma faculdade/universidade que eu carrego comigo: conhecer algo em todos os seus ângulos, ampliar o vocabulário sobre isso e, então, ir construindo sua abordagem e seu nível de aprofundamento.
Conhecer algo em todos os seus ângulos e ganhar vocabulário não é sobre acumular diplomas, é sobre expandir a caixa de ferramentas para que, diante de um problema, você não tenha apenas um martelo na mão
Foi exatamente isso que fiz ao longo da minha carreira com métodos ágeis. Hoje, com mais de 100 certificações na área e uma vasta experiência em diferentes contextos, sinto que tenho um sólido background para extrair o que me ajuda a resolver cada problema complexo com que me deparo no dia a dia. Sejam os meus, dos meus alunos ou das empresas clientes que atendo.
Mas cá estou eu novamente, no lugar de aprendiz, preparado para aprender com os grandes mestres da psicologia.
E foi exatamente assim que me senti quando conheci a Pia-Maria e Agile People em 2021: um aprendiz sênior.
Quando resolvi encarar toda a formação que ela oferecia, que levou cerca de 4 meses, me questionei: “Mas será que vale a pena? Aprender o básico e genérico de muitas coisas que eu até já domino?”.
E olha! Valeu a pena! Encarei o desafio de coração aberto e foi um mar de aprendizados pra mim, iniciando uma nova jornada, agora com o vocabulário Agile People, que me deu a gramática necessária pra, de fato, colocar as pessoas no centro de todo o meu trabalho. Consegui ver a agilidade de uma nova perspectiva e com um novo toque, muito mais humano e empático.
E, claro, saí com uma caixa de ferramentas bastante expandida, que me catapultou para novas possibilidades (coisas ainda embrionárias, mas que devem definir o futuro do mundo do trabalho).
E é assim que eu vejo a Agile People e todo o seu conteúdo: uma universidade ampla e abrangente, que oferece um panorama completo para quem busca empresas mais ágeis e humanas, e onde você vai se aprofundar no que lhe convir e conectar os pontos de maneira a resolver seus problemas complexos do dia a dia.
Adicionando tudo isso ao que já venho trabalhando no Management 3.0, unFIX, Lego e M3K, temos um verdadeiro arsenal para vencer a ameaça do comando e controle e da falta de segurança psicológica nos ambientes de trabalho.
A guerra não é fácil, mas temos um arsenal poderoso. Só que armas sozinhas não vencem guerras. É preciso saber qual usar e quando. É aqui que eu entro: ajudando você a escolher a ferramenta certa para descomplexificar o seu caos.
Aquele grupo de 12 POs não precisava de mais uma ‘arma’; precisava de alguém que organizasse o arsenal e indicasse o alvo. É isso que a união da Agile People com a minha mentoria oferece.
Essa é a minha clareza para 2026: Sou um descomplexificador do dia a dia, e a Agile People é meu background teórico e prático para realizar o que preciso.
Me proponho a ajudar os líderes que estão por aí, perdidos em tantos métodos e frameworks, sem saber qual é o melhor caminho a seguir e sem conseguir focar efetivamente no problema.
E quero saber de você! Qual é a principal confusão metodológica que você enfrenta? Pode ser desde o mais conhecido “devo usar Scrum ou Kanban”, passando pelo “o SAFe é Ágil” e, é claro, um dos campeões de audiência “como eu posso engajar o meu time?”.
Vamos nessa? Vamos descomplexificar com People In the Loop?
Participe da nossa próxima Semana Agile People e faça parte desse movimento: https://campus.agilepeople.com.br/semana-ap
